Os preços do ouro recuaram nas primeiras horas de negociação de quinta-feira, mas mantiveram-se próximos dos máximos históricos alcançados na sessão anterior. Os investidores reagiram positivamente à presença de Donald Trump em Davos, onde afastou a utilização da força para obter controlo sobre a Gronelândia e retirou as ameaças de impor novas tarifas sobre a Europa. Esta mudança reavivou o apetite pelo risco, impulsionando os mercados acionistas e reduzindo a procura por ativos de refúgio, como o ouro. Ao mesmo tempo, a mudança de posição do presidente norte-americano também apoiou o dólar, à medida que a estratégia de “vender a América” perdeu força, criando um obstáculo adicional para o metal precioso. Ainda assim, as tensões entre os Estados Unidos e a Europa permanecem elevadas, com ambas as partes a aparentarem estar cada vez mais distantes. Esta rutura deverá continuar a gerar incerteza geopolítica, num contexto que se mantém altamente favorável ao ouro no médio e longo prazo. No curto prazo, os investidores continuarão atentos à evolução do cenário geopolítico e irão igualmente acompanhar a divulgação dos dados do PIB dos EUA relativos ao terceiro trimestre, bem como do índice PCE, a medida de inflação preferida da Reserva Federal. Estes indicadores poderão ajudar a moldar as expectativas em torno de eventuais cortes nas taxas de juro, influenciando o comportamento do dólar e, por extensão, os preços do ouro, tendo em conta a relação inversa entre os dois ativos.
Ricardo Evangelista – ActivTrades

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