Os preços do ouro atingiram um novo máximo histórico nas primeiras horas de negociação de sexta-feira, antes de recuarem para níveis ligeiramente acima dos 4.900 dólares. Apesar de algum alívio de curto prazo nas tensões geopolíticas, após o recuo do presidente dos EUA da iminência de uma guerra comercial com a Europa em torno da Gronelândia e de ter afastado a possibilidade de recorrer à força, o enquadramento geopolítico global continua turbulento e imprevisível. A guerra na Ucrânia, o risco de um ataque norte-americano de grande escala ao Irão e as fissuras cada vez mais visíveis na tradicional aliança ocidental continuam a reforçar o apelo do ouro como ativo de refúgio. Ao mesmo tempo, o dólar norte-americano mantém uma trajetória descendente face às restantes principais moedas, numa dinâmica que oferece apoio adicional ao metal precioso. As expectativas do mercado em relação à política monetária da Reserva Federal estão a tornar-se cada vez mais dovish, com a pressão política da Casa Branca a aparentar sobrepor-se aos dados económicos. Os números divulgados ontem mostraram que o crescimento do PIB no terceiro trimestre foi de 4,4%, acima das expectativas, enquanto a leitura mais recente da inflação subiu para 2,8%. Ainda assim, as expectativas de uma Fed mais dovish continuam a pesar sobre o dólar, dando novo impulso ao ouro e criando margem para novas subidas dos preços.
Ricardo Evangelista – ActivTrades

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